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PSA, Alfafetoproteína e CA-125 são apenas alguns dos marcadores tumorais (sinalizadores de neoplasia maligna – câncer) que são dosados usualmente em exames de sangue. Existem muitos outros. Porém qual o verdadeiro significado de um marcador tumoral aumentado no sangue? Aí depende…

Imagine duas pessoas diferentes numa turma de escola: Uma delas é a típica cdf, nerd. Sempre sabe todas as respostas na ponta da língua, ganha estrelinhas do professor e é a oradora da classe; A outra é um daqueles valentões, conhecido por ficar brincando e atrapalhando a aula o tempo inteiro. Advertências e suspensões fazem parte de seu cotidiano. No dia da prova os dois recebem a mesma nota: DEZ! Agora que vem a sacada: Essa mesma nota significa a mesma coisa para as duas pessoas? Não necessariamente. É bem provável que a nerd tenha estudado bastante como sempre, mas a probabilidade do valentão ter estudado mais do que o normal divide espaço com a chance de ele ter colado. Isso, na medicina baseada em evidências, é chamado de probabilidade pré-teste.

Voltemos para o marcador tumoral positivo então… Um PSA aumentado em um vôzinho de 85 anos, com dificuldade para urinar, gotejamento urinário e incontinência tem um significado extremamente diferente de um PSA aumentado em um jovem assintomático, por exemplo. E isso tudo, pois a probabilidade pré-teste do vozinho de ter um câncer de próstata é muito maior quando comparado com a probabilidade pré-teste do jovem. O PSA, assim como todos os outros marcadores tumorais, pode estar aumentado em diversas situações clínicas, como por exemplo na hiperplasia prostática benigna (HPB), prostatíte e até após a atividade sexual.

Resumindo, não existe marcador tumoral sanguíneo que possa diagnosticar um câncer sem uma boa e velha consulta médica onde todos seus sinais e sintomas e antecedentes serão levados em conta na hora de fechar um diagnóstico.